GAECO MIRA OPERADORES FINANCEIROS DO PCC EM OPERAÇÃO COM 18 PRISÕES - RÁDIO SOROCABA

  • 30/07/2026
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GAECO MIRA OPERADORES FINANCEIROS DO PCC EM OPERAÇÃO COM 18 PRISÕES - RÁDIO SOROCABA

Operação Janus investiga estrutura financeira ligada ao PCC. ¦ Por: Roberto Neander - Rádio Sorocaba

O Ministério Público de São Paulo (MPSP), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), deflagrou nesta terça-feira (21) a Operação Janus, destinada a combater uma suposta estrutura financeira que teria atuado em benefício do Primeiro Comando da Capital (PCC).

A ação cumpre 18 mandados de prisão preventiva e 18 mandados de busca e apreensão, expedidos pela Vara Estadual de Organizações Criminosas e Lavagem de Bens, Direitos e Valores. A investigação tem como foco operadores financeiros suspeitos de movimentar recursos atribuídos à organização criminosa.

Segundo o MPSP, a Operação Janus é um desdobramento das investigações realizadas nas operações Bazaar, Recidere e Salus et Dignitas. O objetivo agora é aprofundar a apuração sobre a movimentação, ocultação e disponibilização de valores que, segundo os investigadores, teriam beneficiado integrantes e colaboradores da facção.

As investigações apontam que os suspeitos teriam utilizado diferentes mecanismos para movimentar dinheiro, incluindo entrega de valores em espécie, transferências bancárias, empresas e contas de terceiros. A apuração busca identificar o funcionamento dessa estrutura e o papel desempenhado por cada investigado.

Outro ponto considerado relevante pelos investigadores é a suposta participação de alguns dos alvos em reuniões destinadas à resolução de conflitos patrimoniais levados a integrantes da organização criminosa. Esses episódios são tratados na investigação como possíveis “tribunais do crime”.

Além das prisões e buscas, a Justiça autorizou uma série de medidas destinadas a atingir o patrimônio dos investigados. Entre elas estão o bloqueio de contas bancárias e aplicações financeiras, a indisponibilidade de imóveis e veículos e o sequestro de bens relacionados aos alvos da investigação.

As decisões judiciais também determinaram o bloqueio de ativos financeiros de pessoas físicas investigadas até o limite de R$ 10 milhões por investigado. Também foram determinadas medidas de constrição patrimonial contra pessoas jurídicas apontadas pela investigação como integrantes da estrutura financeira sob apuração.

A Operação Janus amplia, portanto, o cerco do Ministério Público contra estruturas que, segundo as investigações, não atuariam diretamente na execução de crimes, mas teriam papel estratégico na movimentação e disponibilização de recursos para uma organização criminosa.

As investigações seguem para esclarecer a extensão da estrutura financeira identificada, a origem e o destino dos recursos movimentados e a eventual participação individual de cada investigado. Os fatos ainda estão sob apuração e caberá à Justiça analisar as responsabilidades apontadas no processo.

Por: Roberto Neander
"Reportagens policiais com a autoridade de quem já esteve na linha de frente”
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Roberto Neander
Jornalista, ex-policial militar e ex-integrante de ROTA - Neander é o único repórter do mundo a ter servido na Polícia Militar do Estado de São Paulo e atuado na ROTA, ostentando o braçal da unidade de elite, no combate ao crime organizado.


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